Imatura Incógnita

E se eu pensar que estou de antemão a correr por aquilo que considero intocável, se na verdade todos os meus passos que penso ser distante, na verdade continuam levando até você?

E quando digo você, não sei se digo a você mesmo, esse você talvez seja uma incógnita, ou melhor, uma constante como de um problema matemático.

E quem disse que a vida não se resume a um problema matemático? Sabe aquela constante que você sempre se apega quando precisa de respostas? É assim que funciona, assim que é, cada um com a sua constante para trazer ou levar de volta.

Talvez minha constante seja você, não unicamente você, ter você, ver você. É uma constante complexa que preciso manter viva, mais ou menos assim: amo você, sem você me amar, esta é minha constante, se diferente for, morro. Se diferente me tornar, esvazio-me.

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