Quando tudo não tem mais jeito

Estou com aquela sensação de “se não der jeito agora não vai ter mais jeito!”. Funciona como aquele guarda-roupa tão, tão, mas tão bagunçado que se não for arrumado será bem capaz da dona sair nua na rua! Deu pra entender o drama?

Ahh!! O que incomoda é esse medo de dizer as coisas aqui no blog, de tentar explicar sem ser objetiva, mas consistente. Alguém me entende? Algum ser desse planera é capaz de olhar lá no fundo dos meus olhos e dizer; eu entendo você.

Se um dia alguém me dizer isso e for do século masculino caso na hora!!!!

Oh, vida dura!!! E MARAVILHOSA também.

Desculpe as bobagens. É a ressaca de wisky barato.

Anúncios

Cotidiano Executivo

Ele é entretido a fazer mil coisas ao mesmo tempo e sem não há o que fazer, para ele existe sim, mil possibilidades. Acordar tarde é as oito, acordar cedo é as seis, de segunda a segunda. Eu me pergunto o que vi nele.

No início era aquela seriedade enrustida em seu terno perfeito, era seu cabelo demonstrando uma certa idade, quase quarenta. Gostei.

Eu ficava a reparar em seu perfil, achava feio aquele nariz reto apontando pra baixo, com aquele lábio de boneca ‘baby’, e dizia a mim mesma não ser capaz de querer nada com ele a não ser uma amizade do tipo ‘vamos tomar um wisky e contar nossos problemas no trabalho’. Assim aconteceu, até que ele me convidou para ir ao cinema, eu curiosa, quis saber como um executivo se comporta no cinema. Ele como pipoca e coca-cola? Ele é capaz de uma gargalhada alta? Sorri. Vou ao cinema com ele.

De lá pra cá já não durmo mais sozinha, ele me faz companhia durante as noites, cansada depois de um dia exausto de trabalho. Ele tem algumas manias bobas: fuma um cigarro antes do banho, antes do jantar e depois também, entre outras mais interessantes. Wisky só no seu bar preferido ouvindo rock’n’roll. Pois é, conheci um executivo roqueiro metido a intelectual, que sabe piadas ótimas. Ele é mesmo tudo isso, assim. E sabe que estou gostando?

O de ontem e hoje

Acredito que cada um de nós veio ao mundo com certas habilidades. Uns sabem falar em público, outros preferem escrever uma carta. Tem aqueles que não conseguem ler em voz alta, mas adoram livros. Outros que nasceram para ensiar, outros para ser um bom exemplo. Ah, sim, as mães! Não posso me esquecer dessa categoria mais linda. É um dom vindo de outra dimensão essa coisa de ser mãe, de gostar, de saber brincar com crianças, de amar sem limites…

Aos homens foi dado o dom da sabedoria prática: um mais um são dois. Às mulheres a grande sabedoria de transformar pequenas coisas em grandes coisas. Assim: a mulher leva um fora do rapaz, este que fez as contas (1+1=0, por exemplo) e fez a declaração simples e direta “minha querida nós dois juntos não podemos mais. A mulher sorriu, disse se sentir aliviada por ele ter terminado, estava bem. Mas por ela saber transformar pequenas coisas em grandes se derramou em lágrimas quando trancou a porta do quarto. Enquanto o rapaz estava bebendo com os amigos e avistando um belo bumbum.

E assim caminha a humanidade. Quem está lendo tudo isso pode pensar: “A Lia levou um fora”. Não levei, não dessa vez, eu apenas terminei o que era preciso terminar, ele queria continuar da jeito dele, eu do meu, fiz algumas continhas e disse: “assim não quero mais”, então, ele foi embora. Chorei, como se fosse eu que tivesse levado o fora. Mas não. E porque, D. Lia? Eu pergunto a mim mesma. Já não sei mais. Eu fiz o que fiz porque achei melhor, porque fiz minhas continhas e não valia a pena. E eu sou uma pessoa que gosta de fazer coisas que valham a pena, sejam elas pequenas ou grandes coisas.

Esse sofrimento de hoje vale mais a pena do que ter podido sorrir ontem.

Olha só: vivemos nessa tentativa estúpida de rótulos, quanta bobagem! Há homens sentimentais, há mulheres frias, há aqueles que se dividem, são dois, são três. E quem mais se importa? Eu não! Vou chorar mais alguns dias e daqui a pouco vai estar tudo bem.

Me deixem com meu wisky.

Ouvindo: “Black Hole Sun – Chris Cornell”