Misturas confusas

22:22, é noite. Tenho meu quarto, uma música que não sei qual é e um sentimento de solidão misturado com satisfação. Isso é possível? Está sendo.

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Comer, rezar e amar

Eu achei que o livro era auto-ajuda e eu não gosto desse estilo. Então também achei que o filme era uma versão tosca, uma comédia romântica, que eu nunca dou risada e nem acho romântica. Agora pense na pessoal COMPLETAMENTE ENGANADA. Oh, filme bonito! Recomendo a todos que estão passando por um momento de DESCOBERTA da própria vida, do jeito de lidar com as coisas, de viver, de querer. Ainda não li o livro, mas pretendo também.

[piada] Mas posso fazer um comentariozinho maldoso? Parece que Julia Roberts aplicou botox nos lábios. A linda mulher tá meio passadinha, Brasil! :P [fim da piada]

A Julia Roberts é uma boa atriz, gosto muito da sua interpretação simples e convincente.

Tudo acaba no mesmo lugar

Eu poderia fazer um post sobre como é difícil entender os homens, mas isso fica para depois. Agora quero apenas dividir minhas lamentações, porque assim elas ficam menores e ganham um pouco de graça.

Conheci um rapaz – eu sempre falo que não quero conhecer ninguém, mas quando menos imagino um homem aparece na minha vida – é quase um meteoro vindo sabe-se lá de onde. Mas vem e eu não quero e depois quero mas daí o cara parece que já não quer tanto assim.

Em pouco tempo tivemos dias felizes, mas eu sou carente e SEMPRE QUERO MAIS. Diferente dele que parece que entrou num estado confortável da relação que tinha acabado de começar. Não é estranho? Eu acredito que relacionar-se é como uma escada infinita, sempre é preciso avançar e avançar e avançar. Mas ele parou. E se no começo já estava assim, fiquei imaginando o depois. E não estava ruim, mas não estava bom pra mim. Então o chamei para uma conversa, ele, que nada tem de bobo, adiantou que aquela situação poderia ser minha TPM, poderia, mas não era. A TPM (minha) apenas potencializa o que eu quero, me dá força, me dá coragem. E eu disse com todas as letras: “eu não sirvo para você, e você não serve pra mim.” Ele sorriu dizendo “você me chamou aqui para dizer isso?”. E isso é muito importante para mim – dizer – como ele não entendeu? Mas por fim nos entendemos, precisei explicar o meu jeito de ver um início de relacionamento, que é muito diferente do dele e ficamos na amizade. Mas não quero a amizade dele, porra. Não quero nada. Eu queria apenas que ele continuasse a subir a escada comigo, mas ele quis parar. O que posso fazer? E acho que fiz bem em falar, estou aprendendo isso na terapia: não guardar nada, não querer que as pessoas adivinhem. Fui lá e falei. E passei o Reveillon comendo bolacha champanhe e assistindo Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. É isso.

“Sou apenas uma garota ferrada procurando por paz de espírito.” frase de Clementine Kruczynski, no filme citado acima.

Eu não abro

É um direito comum, inerente (se esta for mesmo a palavra) de eu não querer estar para ninguém. E isso não é a tradução de que eu não quero ninguém, tão pouco o contrário disso. Eu simplesmente quero o meu direito de dizer NÃO. Porque quem foi que disse que liberdade é dizer SIM? Liberdade é dizer NÃO.

Pensei nisso no meu último feriado, porque não quis sair com os amigos, porque não quis viajar, porque não quis ir ao cinema, porque eu não quis nada. E, oras bolas, não há nada de incomum acontecendo comigo – ninguém morreu e eu não morri para ninguém.

Será difícil perceber que além da minha vida que você vê existe outra – e principal – vida que vivo aqui dentro de mim? Eu pareço ser uma pessoa “pra fora”, mas sou muito mais “pra dentro”. Dá pra entender? De qualquer forma ali está uma porta e eu não abro. É a minha escolha.

INERENTE: n adjetivo de dois gêneros 1 que existe como um constitutivo ou uma característica essencial de alguém ou de algoEx.: <função i. ao cargo de subprefeito> <alegria i. às crianças>1.1 Rubrica: lógica.que só existe em relação a um sujeito, a uma maneira de ser que é intrínseca a este

(Do tio Houaiss)

Não consigo ter Twitter

Muitos dizem que os blogs estão indo para um buraco escuro e triste devido à chegada do twitter, mas se depender de mim, continuarei firme aqui no lado dos blogs, porque o twitter é muito pouco e eu gosto de espaço. É como transar no carro, até pode ser divertido, mas nada melhor que uma cama gigante para que todo o processo possa ser curtido em paz, com tempo, com espaço. ESPAÇO. Não caibo em 140 caracteres, não formulo frases curtas, não compreendo o TweetDeck, pois ele nada mais é que um tirador de atenção e tal e tal e tal. Entendido estamos? Tenho um twitter, posso passar lá de vez em quando, mas gosto mesmo é daqui.

Tra-lá-lá

Eu sou uma mentirosa, uma estúpida que venho aqui toda vez com aquele blá-blá-blá que não vou sumir mais do blog, que vou organizar melhor a minha vida, que vou ter tempo para ler todos os comentários e respondê-los com dignidade. Mas vocês sabem que eu não vou fazer isso, certo? Amizade é assim: quando se aceita os defeitos. Aceitem os meus, please?

Hummm, estou sem assunto. Medo que aconteça como aquelas amizades falsas que, quando os amigos ficam longe, quando voltam a se encontrar não tem mais assuntos. Será que é a hora de começar outro blog? Estou pensando muito nisso: em falar mais bobagens (hahaha isso é possível), mais cultura pop inútil, mais piadinhas sem graça, mais de tudo e tal.

Eu volto. Eu sempre volto. ;)

Preciso virar o disco

Quando digo que esse blog não acabou meus amigos não acreditam, então voltei pra provar. (me senti “Alien, o retorno” agora). E acreditem se quiser, eu tinha mais de 50 comentários para aprovar, pois, depois de um e-mail que recebi, tive de ativar a opção de aprovação de comentários. Mais trabalho pra mim, que pouco trabalho tenho. Céus!

Como sempre, eu digo que estou sem assunto, mas vocês, queridos leitores, sabem que no fundo eu tenho muito assunto. Porque é natural da humanidade ter assuntos e mais natural ainda fingir que não tem. Porque muitas vezes dá uma preguça de explicar, uma vontade absurda de viver a vida sem explicar nada. Vocês já sentiram isso? Eu sinto sempre que alguém me pede explicações. “Você vai fazer isso? Está louca?” ou “Porque você fez isso?” Ah, como cansa!

Essa semana aconteceu uma coisa estranha comigo no trabalho. Pela primeira vez eu pude sentir o que é o stress no auge da sua proliferação. De repente, do nada, enquanto eu tentava me concentrar para cumprir os prazos comecei a chorar, senti calafrios e uma vontade louca de sair correndo do escritório, mas me contive. Um dia paro de me conter e vocês vão ver só! haha Vamos rir para não chorar mais.

E sabe que eu acho? Que aquela garotinha que sonhava em ser atriz de novela tinha total razão. Mas resolveu seguir o conselho de todos e virou executiva. Pra quê? Pra merda nenhuma.

Um bom fim de domingo a todos. E acreditem que eu sempre volto. Sempre.

Assim começa uma segunda-feira

Então, como sempre, acordei às 6:00, um pouco antes das sete já estava indo em direção ao meu carro, reparei que deixei a luz interna acesa…. Pensei “f***”. E assim foi feito – bateria arriada, eu precisando do carro….

Sem ‘estresse’, liguei num para o Seguro do carro, depois de apertar vários botõezinhos, “para falar com um dos nosso atendentes, tecle 5”, assim fiz: “Querida, arriou a bateria do meu carro, você pode mandar alguém pra concertar?” Respondi a todas as perguntas comuns: nome, CPF, placa de veículo e ouvi “senhora, o seu seguro não foi renovado”, “como assim, moça?”, “não consta em nosso cadastro a renovação”, eu super calma “ok, obrigado” Desliguei. E lembrei que sexta-feira passada a moça da Seguradora ficou de me ligar para acertarmos a forma de pagamento, porém a eficiente não ligou… “ok, hoje é segunda-feira, não vou me stressar”.

Liguei para o “Disk-bateria”. “Moça se não for a bateria cobro 20 reais a visita”. “É a bateria.” Respondi seca. Se tem uma coisa que me irrita são esses homens bobões que acham que uma mulher não é capaz de saber o que acontece com o carro. Hã!

Ele falou que demoraria 40 minutos. Duvidei e aproveitei para tirar um longo cochilo (tirei a roupa de trabalho, botei meu pijaminha de volta!) Dormi das 7:20 as 8:40 e nada do rapaz da bateria. Ele apareceu 9:40 e recarregou a bateria do carro. Quase falei “tá vendo, mané, eu disse que era a bateria!”. Mas pensei “hoje é segunda-feira, não vou estragar o meu dia”

E fui feliz e contente trabalhar as 10:00 :)

O resto do dia correu tranqüilo, o carro já está novamente com Seguro e agora vou dormir feliz e contente.

Conclusão: Eu driblei a Lei de Murphy! Uhuu!!!
(ou fiz de conta que não era comigo?)

Sábado, faculdade, a diarista e sono

Durante a semana acordo às 6:00, mais tardar 6:20 e durmo não antes da meia-noite, sempre! Não consigo pegar no sono antes disso. Admiro meu avô que passa todo o dia tirando preciosos cochilos, talvez seja por isso que ele tem seus 93 anos muito bem vividos (dormidos)! Mas ainda sou adepta a célebre frase de Cazuza: “prefiro viver 10 anos a 1000, que 1000 anos a 10.” Essa frase combina com aquela da “qualidade e não quantidade.” Enfim… não importa. Cada um que viva sua vida da melhor maneira que considerar boa, correta e divertida.

Só sei que hoje estou cansada, a diarista acabou de ir embora, o meu apartamento está um verdadeiro primor. Ela teve a coragem de perguntar “quanto tempo que ninguém limpa aqui?” Eu levei na esportiva: “eu só limpo onde o padre passa, minha mãe ensinou assim”. E achei melhor ler um livro, não porque não gosto de conversar com ela, não! Mas eu estou tão cansada hoje… Vim aqui para o computador escrever um pouco, distrair. Comecei a escrever sobre esse livro, mas fui interrompida pela diarista “posso limpar seu quarto”, “pode”, fui cochilar no sofá. Acordei com o celular dela tocando, fiquei impressionada com o aparelho super moderno dela, toca até MP3! Não cheguei à esta tecnologia ainda, meu celular limita-se a ligar e receber ligações, afinal, não é essa a função dele? Ok, confesso, estou babando por esse celular aqui, vou comprar. E como diz o meu pai “só no Natal”. Porque têm o 13º Salário.

Falando em 13º Salário eu já recebi zilhões de vezes um e-mail dizendo o fim do 13º Salário sendo votado na Câmara dos Deputados. Será verdade? Ou mais um daquelas lendas urbanas. Sabe que muitas vezes tenho medo que roubem meu rim numa festa? Há!

Eu preciso dormir, essa é a verdade. E preciso me alimentar melhor também. Sou mais preguiçosa que faminta. Alguém conhece receitas fáceis, práticas e baratas?

Aprendi várias coisas morando sozinha em tão pouco tempo:

1. A casa não fica constantemente limpa se você não fizer alguma coisa

2. A louça precisa ser lavada sempre

3. Lavar roupas brancas é dificílimo

4. Ter tapete felpudo dá um trabalho e gera um gasto de 80 reais para lavar.

5. É preciso comprar água mineral.

6. O quilo do tomate têm uma variação muito grande de preço. Idem cebola e batatas.

7. Produtos de limpeza são caros!

8. Qualquer ida básica ao supermercado gera um custo de 50 reais, no mínimo

9. Visitas é um saco

10. Morar sozinha é a melhor coisa do mundo!

Ah, sim… comecei o texto reclamando do sono. Estou com sono, vou cochilar agora e dar um aviso importante: não faça aulas de Direito Trabalhista ao sábados pela manhã, acaba com a gente.

Boa tarde, bom dia, boa noite.

Ouvindo: “Right Now – Pussytcat Dolls”