Tudo acaba no mesmo lugar

Eu poderia fazer um post sobre como é difícil entender os homens, mas isso fica para depois. Agora quero apenas dividir minhas lamentações, porque assim elas ficam menores e ganham um pouco de graça.

Conheci um rapaz – eu sempre falo que não quero conhecer ninguém, mas quando menos imagino um homem aparece na minha vida – é quase um meteoro vindo sabe-se lá de onde. Mas vem e eu não quero e depois quero mas daí o cara parece que já não quer tanto assim.

Em pouco tempo tivemos dias felizes, mas eu sou carente e SEMPRE QUERO MAIS. Diferente dele que parece que entrou num estado confortável da relação que tinha acabado de começar. Não é estranho? Eu acredito que relacionar-se é como uma escada infinita, sempre é preciso avançar e avançar e avançar. Mas ele parou. E se no começo já estava assim, fiquei imaginando o depois. E não estava ruim, mas não estava bom pra mim. Então o chamei para uma conversa, ele, que nada tem de bobo, adiantou que aquela situação poderia ser minha TPM, poderia, mas não era. A TPM (minha) apenas potencializa o que eu quero, me dá força, me dá coragem. E eu disse com todas as letras: “eu não sirvo para você, e você não serve pra mim.” Ele sorriu dizendo “você me chamou aqui para dizer isso?”. E isso é muito importante para mim – dizer – como ele não entendeu? Mas por fim nos entendemos, precisei explicar o meu jeito de ver um início de relacionamento, que é muito diferente do dele e ficamos na amizade. Mas não quero a amizade dele, porra. Não quero nada. Eu queria apenas que ele continuasse a subir a escada comigo, mas ele quis parar. O que posso fazer? E acho que fiz bem em falar, estou aprendendo isso na terapia: não guardar nada, não querer que as pessoas adivinhem. Fui lá e falei. E passei o Reveillon comendo bolacha champanhe e assistindo Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. É isso.

“Sou apenas uma garota ferrada procurando por paz de espírito.” frase de Clementine Kruczynski, no filme citado acima.

A verdadeira amizade

Então, faz de conta que é sexta-feira a noite, estamos num bar. Somos em cinco pessoas conversando sobre assuntos comuns. Eu visto um jeans velho, um casaquinho fino, pois faz frio na noite paulista, estou de star branco e um bolsa Balenciaga. Trago o cigarro na bolsa (ninguém é perfeito), meu celular, batons e outras coisitas mais.

Meu amigo ao lado pede mais uma dose de wisky, eu completo meu copo com cerveja enquanto rio muito do último ‘causo’ contado.

Quando você está nesses momentos com os amigos falta alguma coisa? Você sente medo, receios, insegurança? Eu não! Amigos são mais que jóias raras, são verdadeiros baús de tesouros que devemos preservar pra sempre.

Se um dia você casar, descasar, se um dia você brigar com o namorado, se um dia você quiser largar tudo e virar hippie pode ter certeza que terá alguém do seu lado. E não será a pessoa que você julga ser o amor da sua vida e sim será o SEU AMIGO, pois a amizade é um amor que nunca acaba. Preserve isso!

Eu tenho vários colegas, mas amigos (as) mesmo são pouquíssimos, conto com os dedos de uma mão só, mas eles me completam muito mais que qualquer outra coisa.

Não estou escrevendo isso porque hoje é dia do amigo, ou porque recebi uma corrente e seu eu quebrar vou ter 10 anos de má sorte e meu cabelo vai cair. Escrevo isso por pura SAUDADE, mas com a alegria que construi nessa vida a coisa mais linda que há: VERDADEIRAS AMIZADES.

Como não amar

Ah, eu e minhas confusões. É dificil afirmar em voz alta, já tentei treinar no espelho, mas não sai, travo. Por isso decidi escrever, fica mais fácil. A verdade é que NÃO AMO ELE. É isso, simples assim, mas não consigo dizer. Talvez seja um medo de afirmar mais uma aventura, mais um rolo, caso, namorico, seilaoquemaispodeser…

Eu não amo aquele jeito estranho dele comer pão com manteiga e mel. Não posso amar sua falta de gentilezaS. Como vou amar se ele é capaz de fazer piadas em momentos errados? Se ele é capaz de tocar mal vários instrumentos? Não consigo amar a sua gargalhada estúpida. Eu fico imaginando quando ele for velho, não será algo bom. Será aqueles velhos chatos, tipo babões.

Não dá para amar, não dá. Ele não sabe o que é Twitter, escreve palavras simples erradas. É pão-duro, é mais baixo que eu, mas tem os braços fortes, admito. Ele só gosta de filmes de ações, tem costumes bobos, cheio de manias tolas e não deve saber quem foi Virginia Woolf. Não posso amar sua tranquilidade matinal, sua manina de andar pela casa de cuecas. São cuecas brancas que ele ganhou da mãe. Eu disse que isso perde o encanto. Ele ri, me beija, me abraça, diz que me ama. Eu, num longo silêncio, olho no fundo dos olhos dele e digo EU TE AMO.

Meme das 6 coisas aleatórias

A Rosangela e a Lizzie me convidaram para participar do mesmo MEME. É o seguinte: conto 6 coisas aleatórias sobre mim e passo para 6 amigos blogueiros. Vamos lá:

1. Sou tímida e muitas vezes conhecida como chata. Mas tenho consciência que minha timidez é fruto de uma leve insegurança.

2. Moro sozinha, gosto muito, mas também me sinto muito só.(Sou uma paulista morando na Bahia)

3. Trabalho a cinco anos na área de Controladoria numa empresa de médio porte. Gosto do meu trabalho, mas se eu pudesse escolher seria médica ou professora.

4. Dizem que sou japonesa, mas na verdade meus olhos pequenos e levemente puxados são frutos da descendência indígena da minha mãe. Tenho o maior orgulho disso, porque me sinto uma brasileira de verdade!

5. Se eu ganhasse na Mega-Sena montaria uma produtora de cinema.

6. Estou num momento muito confuso e solitário. Há uma transformação muito grande acontecendo comigo. Talvez isso me torne mais madura, porém um pouco pacata. Estou cansada da minha vida maluquinha (muita festa, bebida e beijo na boca). Conheci um homem que é pra casar, mas tenho medo de casamento, mas, também, pela primeira vez, estou com medo da solidão.

E o MEME vai para…

1. Fabio Santos

2. Eliara Santos

3. Camila

4. Cintya

5. Drika

6. Lorena

O medo de errar

Quando eu era pequena, uma doce menina tímida que usava sapatinhos azuis, meu pai nunca dizia simplesmente não.

Tive aquele tradicional dia na vida de uma criança: quando se resolve colocar o dedo na tomada. Meu pai, atento, disse que não seria uma boa idéia. Eu, teimosa, não pensei duas vezes e zaz! O choque!

A partir dali passei a acreditar mais quando alguém me dizia que o melhor era não fazer. Mas, porém, continuei arriscando em muitos casos. E assim acontece até hoje: tenho choques de empregos mal escolhidos, choques quando confio em quem não deveria, choques de decepção, choques de tristeza, saudade, desamor… São tantos!

Mas porque continuo botando o dedo na tomada? Será que não aprendi a lição? Acredito que sim.

Insisto porque o choque nada mais é que um sinal de alerta: ESTOU VIVA, estou VIVENDO.

É como o teste da lâmpada no supermercado. Vou conectá-la aqui para ver de ascende. E ascende!

As pessoas mais infelizes são aquelas que tem medo do choque.

As patricinhas de ‘Sex in the city’

Concordo inteiramente com essa matéria da revista TPM sobre o seriado Sex in the city:

Chega de sex

As personagens do Sex and the City são engraçadas e servem de cabide para os grandes estilistas. Mas elas representam o que a cidade tem de pior: as patricinhas
Por Tania Menai

No último mês passamos por uma enxurrada de Sex and the City. Mas tudo que é demais não é bom. Até mesmo a revista semanal Time Out, a bíblia da programação na cidade, trouxe na capa as quatro moças com um silver tape na boca e o título: “Sem sexo – nós as amamos, mas já deu! Eis um guia de lugares para não toparmos com a Carrie”. Verdade seja dita: as personagens são engraçadas e algumas sacadas são hilárias. Só que as moças representam o que Nova York tem de pior: as patricinhas. Sim, elas existem, apesar de não serem a maioria. Mas num safári antropológico pela avenida Madison ou pelo Meatpacking District você poderá avistar várias. É um mundo à parte, que tem nome definido: “the ladies who lunch”. Sim, as mulheres que têm tempo de almoçar por longas horas com as amigas.

Mulher, mulheres

No entanto, quem se aventura a morar em Nova York, em sua maioria, vem em busca da diversidade de pensamentos, profissões, culturas. Você esbarra com jovens líderes de ONGs, músicos da Julliard School, médicos renomados, roteiristas de documentários e gente das Nações Unidas que já viveu nos confins do Congo. Nessa lista incluem-se mulheres, muitas mulheres. São pessoas instigantes, cultas, descoladas. Então, depois de conviver com todo esse povo, será que algum nova-iorquino da gema teria paciência de trocar um dedo de prosa com mulherzinhas que reclamam do salto alto? Acho que a resposta em coro por aqui seria: “No way”.

Claro que Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda nos divertem, apesar da repetitividade – e claro que todo mundo tem um lado mulherzinha (eu, por exemplo, já não sei mais viver sem a loja de design do MoMA). Mas é uma pena ver que elas são idolatradas. E idolatrar é algo perigoso. Principalmente se tratando do mundo vazio da imagem e do consumo que elas representam. Afinal, o que fazem elas de tão extraordinário além de reclamar de homens, consumir cifras exorbitantes e transar com a cidade toda? Comparadas ao resto das mulheres de Nova York… nada.

Eu não te amo mais, tchau!

O filme Closer é um bom exemplo daquelas coisas que ou se ama ou se odeia. Eu amo esse filme, porque o acho muito verdadeiro, intenso, honesto… apesar das traições cometidas.

Já assisti várias vezes e cada vez gosto mais de uma personagem e menos de outras. A minha preferida é a Alice (Nataly Portman), as outras três personagens se qualificam numa categoria mais parecida, acho-os previsíveis.

Enfim, estou a escrevir isto aqui porque gosto da maneira como Alice simplica os relacionamentos:

Por que você foi embora?

Problemas com um macho.

Namorado?

Tipo.

E o deixou, simplesmente?

É o único jeito de se terminar. “Não te amo mais. Adeus.”

E supondo que ainda o amasse?

Não iria embora.

Nunca deixou alguém que ainda amasse?

Não.

Imatura Incógnita

E se eu pensar que estou de antemão a correr por aquilo que considero intocável, se na verdade todos os meus passos que penso ser distante, na verdade continuam levando até você?

E quando digo você, não sei se digo a você mesmo, esse você talvez seja uma incógnita, ou melhor, uma constante como de um problema matemático.

E quem disse que a vida não se resume a um problema matemático? Sabe aquela constante que você sempre se apega quando precisa de respostas? É assim que funciona, assim que é, cada um com a sua constante para trazer ou levar de volta.

Talvez minha constante seja você, não unicamente você, ter você, ver você. É uma constante complexa que preciso manter viva, mais ou menos assim: amo você, sem você me amar, esta é minha constante, se diferente for, morro. Se diferente me tornar, esvazio-me.