Frases Inspiradoras

Quando a preguiça funcionar como uma corda que te prende no sofá, siga as dicas:

“O componente básico da inteligência social é a habilidade de se relacionar e de se comunicar com as pessoas.”  [Livro: Arte Natural da Sedução]

“Aprendi que todos nós merecemos ser amados simplesmente por sermos quem somos.” [Livro: Quem você quer ser]

“A vida de cada pessoa é um caminho inexplorado. Por isso saia e viva sem se arrepender do que deu errado.” [Livro: Quem você quer ser]

“O que faz do homem um grande homem? Prática. Nada mais.” [Livro: O Dom Supremo]

“A criatividade é o caminho mais simples para resolver um problema complicado.” [Livro: Era uma vez uma empresa]

“Confiar em si mesmo não significa acertar sempre, mas aprender com o próprio percurso.” [Livro: Escolha ser Feliz]

“A vida é curta demais para você perder tempo odiando.” [Livro: Deus nunca dorme]

“A experiência nos mostra que o sucesso é devido menos à habilidade que ao zelo.” [Livro: A Tríade do Tempo]

Anúncios

Comer, rezar e amar

Eu achei que o livro era auto-ajuda e eu não gosto desse estilo. Então também achei que o filme era uma versão tosca, uma comédia romântica, que eu nunca dou risada e nem acho romântica. Agora pense na pessoal COMPLETAMENTE ENGANADA. Oh, filme bonito! Recomendo a todos que estão passando por um momento de DESCOBERTA da própria vida, do jeito de lidar com as coisas, de viver, de querer. Ainda não li o livro, mas pretendo também.

[piada] Mas posso fazer um comentariozinho maldoso? Parece que Julia Roberts aplicou botox nos lábios. A linda mulher tá meio passadinha, Brasil! :P [fim da piada]

A Julia Roberts é uma boa atriz, gosto muito da sua interpretação simples e convincente.

A Martha Medeiros

Então, esse blog não acabou, companheiros!

Mas infelizmente continuo sem tempo para esse cantinho.

E para não dizerem que não falei das flores, abaixo um texto da Martha Medeiros, aquela que escreveu o livro Divã, que virou o filme com a Lilia Cabral, que escreveu também ‘Doidas e Santas‘ e mais vários livros legais.

A TRISTEZA PERMITIDA (Marta Medeiros)
Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.

A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.

Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.

Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down…” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.

Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.

Distraídos

“Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos!

Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.”

Para não esquecer – Clarice Lispector

Caio Fernando Abreu

Estou blefando com este cara a tempos, mas agora deixei de lado a preguiça e fui até ele. As duas primeiras compras foram: Melhores Contos e Triângulo das Águas.

“De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.”

“Eu conheci razoavelmente bem Clarice Lispector. Ela era infelicíssima, Zézim. A primeira vez que conversamos eu chorei depois a noite inteira, porque ela inteirinha me doía, porque parecia se doer também, de tanta compreensão sangrada de tudo. Te falo nela porque Clarice, pra mim, é o que mais conheço de GRANDIOSO, literariamente falando. E morreu sozinha, sacaneada, desamada, incompreendida, com fama de “meio doida”. Porque se entregou completamente ao seu trabalho de criar. Mergulhou na sua própria trip e foi inventando caminhos, na maior solidão. Como Joyce. Como Kafka, louco e só lá em Praga. Como Van Gogh. Como Artaud. Ou Rimbaud.”

O feio bonito lhe parece, ou o bonito feio lhe parece

Navegando no meu Firefox (e não é que o negócio é bom mesmo, minha gente?) lembrei que preciso comprar o meu presente de Natal. Ótimo, não? Porém estou indecisa se fico com o feio barato (1ª foto), ou o bonito caro (2ª foto). É sempre assim: nunca sei se namoro o feio inteligente ou o bonito burro.

Mundo cruel.

Ah, sim, intelectuais de plantão ‘o que vale é o conteúdo e blá-blá’.

 

O feio bonito

O perfume, 2007 e Saddam Hussein

O diretor Tom Tykwer, o mesmo de ‘Corra Lola, corra’ (1998) e ‘Paraíso’ (2002), leva para as telas o best seller dos anos 80: “O Perfume: a história de um assassino”.   A história trata de um jovem que, em busca do perfume perfeito, mata as suas vítimas na tentativa de extrair um cheiro peculiar. O papel principal é de Ben Whishaw e também temos Dustin Hoffman, Rachel Hurd-Wood, Alan Rickman nos principais papéis.        Para quem não conhece, e prefere saber tudo antes de encarar a grande tela, o livro do alemão Patrick Süskind tem uma nova edição publicada pela Editora Record.   Este livro foi traduzido em mais de 43 idiomas e atingiu a marca de 20 milhões de exemplares e os seus fãs afirmam sentir os odores talentosamente descritos pelo autor. Que venha o filme! 

Sobre 2007: Para os amigos queridos, conhecidos, para minha família de sangue e não-sangue, para meus amigos de bar, para os famintos, drogados e sem amor eu desejo de coração um 2007 melhor. 

Sobre o Sandan Russein: não acredito que a pena de morte foi merecida. Ele deveria ficar numa cela pensando na vida até o dia de sua morte, escolhida por Deus.

Memórias de minhas putas tristes

Quando comprei esse livro (mais de um ano atrás) achei que tinha nas mãos uma bela história de mulher, sobre mulheres, para homens e mulheres. Porém, o livro se perdeu em contos bobos de um velho procurando sua juventude em uma garota de programa. Me decepcionei com o Garcia Márquez, tão famoso por Cem Anos de Solidão (que ainda não li). E hoje me deparo com o livro na lista dos mais vendidos.

Não entendo. Livro ruim para uns, bom para outros.

Plágio ou inspiração?

O escritor Ian McEwan foi acusado pelo jornal britânico Mail on Sunday de plagiar a autobiografia de Lucilla Andrews, uma senhora que escreveu mais de 30 livros e permaneceu desconhecida até sua morte em outubro de 2006 onde, finalmente, chegou a fama.

 Segundo o jornal MacEwan, em seu livro “Reparação” (2001), copiou frases inteiras do livro de Lucilla Andrews, dessa forma, foi lembrado outros casos de plágio do autor: em 1978, MacEwan plagio o livro “Our Mother’s House” (1963), de Julian Gloag e escreveu “O Jardim de Cimento”. Alguns anos depois também houve plágio do conto “Don’t Look Now”, de Daphne du Maurier no livvro “The Comfort of Strangers” (1999).

Quando o autor foi indagado sobre a situação afirmou que apenas usou o livro de Lucilla Andrews como fonte de inspiração. Fica a pergunta sobre o que difere um plágio de uma inspiração. E abaixo a prova do crime, tirado do site www.timesonline.co.uk:

no livro “Reparação“:
“she had already dabbed gentian violet on ringworm, aquaflavine emulsion on a cut, and painted lead lotion on a bruise”

“These bandages are so tight. Will you loosen them for me a little…There’s a good girl … go and wash the blood from your face. We don’t want the other patients upset.”

no suposto livro plagiado “No Time for Romance“:
“Our nursing seldom involved more than dabbing gentian violet on ringworm, aquaflavine emulsion on cuts and scratches, lead lotion on bruises and sprains”

“Go and wash that blood off your face and neck . . . It’ll upset the patients”