Eu não abro

É um direito comum, inerente (se esta for mesmo a palavra) de eu não querer estar para ninguém. E isso não é a tradução de que eu não quero ninguém, tão pouco o contrário disso. Eu simplesmente quero o meu direito de dizer NÃO. Porque quem foi que disse que liberdade é dizer SIM? Liberdade é dizer NÃO.

Pensei nisso no meu último feriado, porque não quis sair com os amigos, porque não quis viajar, porque não quis ir ao cinema, porque eu não quis nada. E, oras bolas, não há nada de incomum acontecendo comigo – ninguém morreu e eu não morri para ninguém.

Será difícil perceber que além da minha vida que você vê existe outra – e principal – vida que vivo aqui dentro de mim? Eu pareço ser uma pessoa “pra fora”, mas sou muito mais “pra dentro”. Dá pra entender? De qualquer forma ali está uma porta e eu não abro. É a minha escolha.

INERENTE: n adjetivo de dois gêneros 1 que existe como um constitutivo ou uma característica essencial de alguém ou de algoEx.: <função i. ao cargo de subprefeito> <alegria i. às crianças>1.1 Rubrica: lógica.que só existe em relação a um sujeito, a uma maneira de ser que é intrínseca a este

(Do tio Houaiss)

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