Meus vícios, meus medos

Eu tenho um vício bobo de fingir que não acredito em gente. Tudo porque o meu passado mostrou algumas vezes que o que é dito não é necessariamente o que é sentido. Que existem pessoas falsas, que elas mentem, fingem e traem. Não estou dizendo apenas de traição de homem e mulher, mas também de fingir ser o que não é. De forçar uma imagem que até pode ser o desejo de ser, mas não é. Não é.

Mas graças as belas excessões da vida eu tenho amigos raros e extremamente especiais. Numa conversa, dias desses, onde eu desabafava mais uma vez ouvi: “você não foi boba, você foi sincera e honesta”. A pergunta é: até onde devemos ser ingênuos e acreditar nas palavras? Até onde eu posso ir sem magoar? Até onde eu aguento uma mentira?

Conheci o Pedro no final do ano passado e o considero um cara legal, mas estou com tanto medo! Ele é um fofo e me diz coisas legais – aquelas coisas que toda mulher adora ouvir – no momento eu acredito, mas depois, quando me encontro só e pensando em toda a situação fico totalmente em dúvida. Ele é um pouco misterioso. Já chegamos ao ponto dele me conhecer tanto, no entanto eu o conheço tão pouco.

Ele me pede para abraçá-lo, eu abraço e ele diz “cabeçuda, você é muito cabeçuda”. Eu concordo.

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11 comentários sobre “Meus vícios, meus medos

  1. É natural LIa, mas lembre-se que estes tipos de acontecimntos em nossas vidas são favoraveis, pois nos amadurecem, e ensina á temos percepções referente ao proximo, confie no seu sentido, mergulhe na sua consciência, e assim saberá o que fazer !!!!

    Abraçãoooo

  2. Este é o tipo de perguntar que só cabe a você responder. É difícil dizer se deve ou não confiar – dá para achar argumentos para os dois. As vezes, o jeito misterioso pode proteger de algo que não queremos mostrar – seja timidez, algo da vida, do passado. Mas este dizendo no geral…

    Abraço do Búfalo,
    http://naoserouser.wordpress.com/

  3. Devemos tomar cuidado com algumas pessoas e excesso de confiança.
    Porem, temos de tomar cuidado para não sermos retraidos demais.
    Eu sou um eterno otimista e esperançoso. Acredito que sempre vai haver alguem em quem confiar.
    Beijos

  4. Lia,

    Nem demais e nem de menos.

    Sabemos interiormente em quem devemos confiar ou não, porém, não ouvimos nossa intuição e acabamos sofrendo por excesso de racionalismos ou sentimentalismo.
    Excesso e falta não é bom, mas o duro é quando temos muito medo, ele retrai e nos faz perder ótimas oportunidades.
    Mergulhe-se neste medo e veja qual a sua raiz, o pq te faz sentir assim e permita-se entender.

    Isso faz parte de nosso aprendizado.

    Super bjo,

    Camila

  5. E quem disse que depois de muitas feridas e cicatrizes não ficamos assim, sempre com uma pulga atrás da orelha? Eu mesmo fiquei anos sem acreditar em gente e confesso que hoje ainda tenho receio de quebrar a cara. O natural é que essa convivência com os humanos vá se tornando mais madura e tudo fica como aprendizado, mesmo as coisas que parecem ser mais insignificantes e tolas. Abraço

  6. eu me lembro também ter ficado realmente mal quando conheci a maldade nos outros. doeu pra burro.

    mas enfim, não acreditaríamos na felicidade se não conhecessemos a tristeza. é conformista e barato, mas põe um pouco de sentido nas coisas.

    beijos =*

  7. Oi Lia,

    olha sei bem o que é não acreditar nas pessoas, principalmente depois que tantas ja “detonaram” contigo. Mas no fim das contas, isso (o bem ou o mal) que elas nos fazem acabam nos fazendo crescer e amadurecer. E o principal: isso tudo acaba nos desenvolvendo a “habilidade” de distinguir quem pode ou não nos fazer mal, evitando assim de generalizar o “conceito” à todas as pessoas.

    Um abraço e bom fim de semana.

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