O medo de errar

Quando eu era pequena, uma doce menina tímida que usava sapatinhos azuis, meu pai nunca dizia simplesmente não.

Tive aquele tradicional dia na vida de uma criança: quando se resolve colocar o dedo na tomada. Meu pai, atento, disse que não seria uma boa idéia. Eu, teimosa, não pensei duas vezes e zaz! O choque!

A partir dali passei a acreditar mais quando alguém me dizia que o melhor era não fazer. Mas, porém, continuei arriscando em muitos casos. E assim acontece até hoje: tenho choques de empregos mal escolhidos, choques quando confio em quem não deveria, choques de decepção, choques de tristeza, saudade, desamor… São tantos!

Mas porque continuo botando o dedo na tomada? Será que não aprendi a lição? Acredito que sim.

Insisto porque o choque nada mais é que um sinal de alerta: ESTOU VIVA, estou VIVENDO.

É como o teste da lâmpada no supermercado. Vou conectá-la aqui para ver de ascende. E ascende!

As pessoas mais infelizes são aquelas que tem medo do choque.

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3 comentários sobre “O medo de errar

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