Meu amigo ladrão

Trabalho num prédio com vista para uma bela praça. Há uma hora atrás um homem roubava os fios de cobre instalados debaixo da grama. Assim que vi, liguei para o 190. Esperei, esperei; enquanto o homem roubava e roubava. Liguei de novo e vi a polícia passando de carro na Avenida principal. Desisti. Liguei para a guarda municipal, eles chegaram rápido, mas o homem viu e fugiu.

Passado algum tempo, pela outra janela, me surpreendi com o ladrão conversando tranquilamente com o guarda municipal– a impressão que tive foi do ladrão tentando burlar os guardas. E conseguiu.

Agora o ladrão continua lá a puxar os fios de cobre com sua camiseta do São Paulo e eu, são-paulina que sou, estou pensando em ir lá dar um copo d’água para o meu amigo ladrão. O sol está quente demais.

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7 comentários sobre “Meu amigo ladrão

  1. Puxa, isto parece até crônica, parece ficção. Que coisa impressionante, Lia! Adorei seu blog, viu?! Obrigada por visitar o meu e comentar.

    Abraços!

  2. Pequenos ladrões merecem pena mesmo, embora nem me passe pela cabeça dar-lhes água. Precisamos é nos ligar no mal que fazem os grandes e chiques ladrões (que ‘produzem’ os pequenos), em como destituí-los de suas poses, cinicamente tranquilas.

  3. Nossa, que situação!
    Isso nao nos da uma sensação de impotencia?
    Depois a globo vem com aquela propaganda de somos brasileiros e nao desistimos nunca!
    Paciencia tem limite, ne?
    Eu tbem, São paulino, acho que o ladrão estava disfarçado.. Ele deve ser corinthiano, hehehe

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