“Surpreendi-me. Não é que abusava de minha boa vontade? Por que mantinha ele um ar de tão denso mistério? Podia contar seus segredos sem receio de qualquer julgamento. Meu estado de embriaguez me inclinava especialmente à benevolência e além disso, afinal, ele não passava de um estranho qualquer… Por que não falava ele de sua vida com a objetividade com que pedira o copo de chopp ao garçom?
Recusava-me a conceder-lhe o direito de ter uma alma própria, cheia de preconceitos e de amor por si mesmo. Um destroço daqueles, com a inteligência suficiente para saber que era um destroço, não deveria ter claros e escuros, como eu, que podia contar minha vida desde o tempo em que meus avós ainda não se conheciam. Eu possuía o direito de ter pudor e de não me revelar. Era consciente, sabia que ria, que sofria, lera obras sobre o budismo, fariam um epitáfio sobre meu túmulo quando morresse. E embebedava-me não puramente, mas com um objetivo: Eu era alguém.”
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LISPECTOR, Clarice. A bela e a fera.
Ganhei um adoravel selinho do blog do Búfalo. Uma graça! 
Todos os blogs linkados aqui (a direita) são merecedores desse selo. Afinal eu só linko os blogs maneiros! o/
As regras estão lá no blog do Búfalo. Obrigada querido!
Mudando de assunto: não gosto de Carnaval, não tem jeito. Até já fui no Carnaval de Salvador, num camarote, mas não gosto, sem chances. Primeiramente porque o axé não me agrada, segundo porque estou ficando velha e som alto demais me incomoda, terceiro porque não gosto que pessoas desconhecidas encostem em mim. Ah, sou uma chatona!
Meu amorzinho foi viajar, estou sozinha, longe das pessoas que amo! Mas logo passa. Até uva-passa! (piada idiota.)
Eu tenho um vício bobo de fingir que não acredito em gente. Tudo porque o meu passado mostrou algumas vezes que o que é dito não é necessariamente o que é sentido. Que existem pessoas falsas, que elas mentem, fingem e traem. Não estou dizendo apenas de traição de homem e mulher, mas também de fingir ser o que não é. De forçar uma imagem que até pode ser o desejo de ser, mas não é. Não é.
Mas graças as belas excessões da vida eu tenho amigos raros e extremamente especiais. Numa conversa, dias desses, onde eu desabafava mais uma vez ouvi: “você não foi boba, você foi sincera e honesta”. A pergunta é: até onde devemos ser ingênuos e acreditar nas palavras? Até onde eu posso ir sem magoar? Até onde eu aguento uma mentira?
Conheci o Pedro no final do ano passado e o considero um cara legal, mas estou com tanto medo! Ele é um fofo e me diz coisas legais – aquelas coisas que toda mulher adora ouvir – no momento eu acredito, mas depois, quando me encontro só e pensando em toda a situação fico totalmente em dúvida. Ele é um pouco misterioso. Já chegamos ao ponto dele me conhecer tanto, no entanto eu o conheço tão pouco.
Ele me pede para abraçá-lo, eu abraço e ele diz “cabeçuda, você é muito cabeçuda”. Eu concordo.
Quando eu tinha 16 anos ouvia todas as canções da Legião Urbana. Hoje acho as letras um pouco ‘auto-ajuda’, o qual não gosto muito. Porém, é indiscutível que Renato Russo foi uma figura muito interessante e importante para a música dos anos 80. Uma pena não haver mais bandas de rock nacional com letras interessantes. A última banda que conheço com letras significativas é O Rappa, que surgiu nos anos 90. De lá pra cá somente essas bandas montadas para adolescentes, fracas demais. (Charlie Brow Jr, CPM22, NX Zero e outras mais…). É claro que temos ótimas bandas novas surgindo por aí, mas a referência aqui é o rock-pop nacional.
Eu estava agora mesmo ouvindo as músicas do meu LapTop naquele modo que toca aleatoriamente. E foi então que ouvi um blues com uma voz conhecida. Renato Russo cantando blues? Como assim eu nunca ouvi? Será que tenho tanta música no LapTop ao ponto de não ter ouvido todas ainda? Que distração, Lia!
A música é Boomerang Blues, está no CD Presente e não foge ao estilo melo-dramático do Renato Russo:
Tudo o que você faz
Um dia volta pra você
Tudo o que você faz
Um dia volta pra você
E se você fizer o mal
Com o mal mais tarde você vai ter de viver
Não, eu não gostei dessa letra, mas o som!!!! Ah, o som!!! Contagiante como todo e velho blues deve ser. Pesquisei no You Tube e não encontrei a canção com o Renato Russo, mas tem uma boa na voz do Paulo Ricardo (ele é brega, mas é legal e um gato! Rs):
Bem, já comentei do Renato Russo, da música e agora direi sobre o cinema: vocês sabiam que existe um projeto para o filme Faroeste Caboclo? Sim, sim! A história de João de Santo Cristo. Legal! Se feito por pessoas bacanas será um belo filme. Porém, a idéia do filme existe desde 2006, mas há um processo judicial envolvendo a gravadora e familiares que impede o uso das músicas da Legião Urbana…uma pena.
A Rosangela e a Lizzie me convidaram para participar do mesmo MEME. É o seguinte: conto 6 coisas aleatórias sobre mim e passo para 6 amigos blogueiros. Vamos lá:
1. Sou tímida e muitas vezes conhecida como chata. Mas tenho consciência que minha timidez é fruto de uma leve insegurança.
2. Moro sozinha, gosto muito, mas também me sinto muito só.(Sou uma paulista morando na Bahia)
3. Trabalho a cinco anos na área de Controladoria numa empresa de médio porte. Gosto do meu trabalho, mas se eu pudesse escolher seria médica ou professora.
4. Dizem que sou japonesa, mas na verdade meus olhos pequenos e levemente puxados são frutos da descendência indígena da minha mãe. Tenho o maior orgulho disso, porque me sinto uma brasileira de verdade!
5. Se eu ganhasse na Mega-Sena montaria uma produtora de cinema.
6. Estou num momento muito confuso e solitário. Há uma transformação muito grande acontecendo comigo. Talvez isso me torne mais madura, porém um pouco pacata. Estou cansada da minha vida maluquinha (muita festa, bebida e beijo na boca). Conheci um homem que é pra casar, mas tenho medo de casamento, mas, também, pela primeira vez, estou com medo da solidão.
E o MEME vai para…
1. Fabio Santos
3. Camila
4. Cintya
5. Drika
6. Lorena
Eu adoro Lost desde o ano passado, quando meu ex-namorado me apresentou a série. Fiquei um pouco relutante, pois, uma vez, tentei assistir alguns capítulos na TV, mas não me empolguei muito – afinal peguei o bonde andando…
Porém
, como algumas amigas também estavam insistindo, resolvi dar uma nova chance ao seriado. E foi a melhor coisa que fiz! Virei fã alucinada e estou saltitando porque neste mês começará a 5ª Temporada! Isso está sendo mais emocionante que esperar os fogos no Reveillon!
Meu personagem preferido é o Sayd, apesar do passado pesado, apesar dele ter feito tanto mal a tanta gente, ele preserva um senso de cooperação muito legal e também é muito intuitivo, capaz de reconhecer o caráter de alguém rapidamente. O Sayd é como aquele amigo que você pode contar em todas as horas!
Já o Saywer, ah, o Saywer… além de gatíssimo é engraçado. Tem combinação mais perfeita? Mas é clar
o que ele tem um grave defeito: o cara é o maior 71 da história! Ele passou a vida dando golpes em mocinhas indefesas. Mas, ah… mesmo com tanta canalhice eu gosto dele! Ele é como aquelas pessoas que fingem manter uma certa distância das pessoas, uma certa arrogância, mas no fundo é apenas medo de sofrer.
O Jack é o médico bonitão que toda mulher gostaria de fazer uma consulta. porém o cara tá pirando o cabeção de tantas coisas sem explicação que acontecem em sua vida. Uma ex-pacata vida.
Bem, e tem a Kate. Sempre tem a mocinha bonita que todos os caras admiram, não é? Pois é. Eu gosto da Kate também. Porque ela não é mulherzinha, faz tudo que um homem faz, porém com a graça e delicadeza de uma mulher de verdade. Ela não sabe se gosta do Saywer ou do médico sem sal. Eu no lugar dela também não saberia….
E tem também a chata da Juliet. Uma mulher sem vida, sem desejos, que perdeu o sentido e a graça de estar viva. Um olhar distante que deve guardar algum segredo, mas mesmo assim é tão sem graça e óbvia. Não gosto dela!
E não posso deixar de comentar do Desmond, que tem a história de amor mais legal que já vi. E também considero o episódio The Constant, o qual ele se destaca muito, como o melhor episódio até agora.
Enfim, tem muito mais personagens interessantes, destaquei aqui aqueles que mais me chamam a atenção. Quem ainda não assistiu vale a pena assistir. Em resumo, eu diria que Lost é uma história de pessoas comuns, mas que por motivos fortes fizeram coisas erradas no passado e na ilha elas têm a chance de mudar para melhor.
Ah, não vou informar aqui sobre a viagem no tempo, física quântica e tudo mais. Assistam, gente. Assistam! Garanto que vocês não vão se arrepender!
Uma amiga e eu costumamos dizer que dependendo dos seus personagens preferidos de Lost é possível saber um pouco mais sobre você. Meu ex-namorado, por exemplo, adorava a Juliet e detestava a Kate. Terminei com ele.
Começando o ano com o pé direito: ganheio um selo de Blog Original do blogueiro Fabio Santos. Adorei!!! Tem gente que não gosta desse negócio de selos, eu gosto. É a mesma coisa quando um amigo diz: sabe a Lia? Gente boa ela!

Conforme as regras, devo indicar o Selo também:
http://rosangelaneres.wordpress.com/
http://eliarasantos.com/
http://amariaflor.wordpress.com/
http://acayra.wordpress.com/
http://vidaliquida.wordpress.com/

























